sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Não é isso que todos queremos afinal?

Já ouvi, por diversas vezes, a nova música do Pedro Abrunhosa com o Camané. Já devem saber qual é, mas ainda assim eu digo: é aquela em que ele diz que quer voltar para os braços da mãe e que fala em emigrar e tal e tal...

Já a ouvi, por diversas vezes, e acabo sempre por ficar com o mesmo sentimento. É assim um misto de nostalgia com tristeza antecipada. Acontece que quando a ouço penso no pessoal que teve que sair de Portugal e de perto das suas famílias para conseguir o que é melhor para a sua vida. Penso no meu irmão (que nos faz cá tanta falta) e que foi... E aqui dá-me a saudade dos que estão lá fora (como tantas vezes ouvia a minha mãe dizer. A expressão lá fora sempre me soou a uma coisa tão longe, tão fora do que eu imaginaria ser possível). E depois penso que ainda não me livrei deste destino que eu sempre pensei ser tão longínquo. Penso que efectivamente estou a trabalhar por cá, por agora, mas penso: será que vou ficar por muito tempo? Será que se não arriscar agora vou ter tempo para arriscar mais tarde? Será que se continuar assim alguma vez vou poder fazer apenas uma parte do que quero fazer? É porque eu já vou com 33 anos (ai o que me custa dizer isto) e toda a gente me pergunta por filhos. E eu respondo sempre que a minha mãe já tem netos que chegue. E é verdade, mas depois penso: oh pá, eu nem um cão posso ter quanto mais um filho... E penso: isto não é nada justo. Eu e o meu mais que tudo trabalhamos muito e no final...

A música põe-me a pensar... E deixa-me sempre com dúvidas sobre o caminho que sigo neste momento. Sou muito feliz, sim, sou. Mas penso que me falta dar o salto... Ter algo mais... Não é isso que todos queremos afinal?

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