Este post bem poderia ter outro título, mas este serve que nem uma luva. Mas o título também poderia ser algo que tivesse a ver com as palavras vizinhos e barulho.
Quem lida comigo diariamente já conhece as minhas angústias. Pois que agora chegou a hora de as partilhar com o mundo (ou melhor, com as 10 pessoas que leem este blog). Deixem-me só explicar que eu digo muitas vezes "pois que", mas é na brincadeira. Atenção!!! Eu comecei com esta brincadeira depois do Figo andar sempre com o pois que na boca e fiquei eu também. Mas voltando aos vizinhos: então não é que eu já não sei o que fazer.
Começo por explicar a situação: há uns meses mudou-se lá para o lado um vizinho, que eu penso que vive sozinho. Ele tem o hábito de acordar com o rádio a tocar música. Nada de mal, a não ser que a música se ouça no prédio todo e que o quarto dele seja pegado ao meu. E ainda por cima acorda às sete da manhã. Uma gaja não merece ter que acordar uma hora mais cedo! Uma hora é muita coisa, muita coisa mesmo...
Lá andei durante três meses a chatear o senhor que trata da casa e lá consegui que o vizinho começasse a acordar com a música mais baixa. Acontece que de há uns dias para cá ele tem acordado com conversa fiada e hoje acordou com rancho. Sim, pasmem-se: rancho!!! Às sete da manhã estava a tocar o que era para aí o grupo de cavaquinhos lá da terra. E agora, pergunto eu: O que é que eu faço? Vou chatear novamente o homem porque não consigo dormir??? É que começo a pensar que, de tanto chatear, as pessoas começam a achar que eu sou a doida que não dorme de propósito para ver quem anda a fazer barulho...
Mas se achavam que não podia haver pior, eis que surge o insólito!!! O meu vizinho de baixo sofre da coluna e, durante a noite, grita. Sim, grita como se o tivessem a matar... E que faço eu? Vou lá pedir para ele gritar mais baixo e meter as dores num sítio que eu cá sei?? Pois, não posso. O homem tem dores e já pediu muitas desculpas por gritar e, agora, quase só o ouço a gemer...
E pronto, era isto... É mais uma das coisas que me enerva, mas que posso eu fazer? Só me resta mesmo mudar de casa...