Olá amiguinhos!
Hoje resolvi partilhar convosco uma experiência que tive enquanto pessoa desocupada (desempregada, vá). Como vocês devem saber quem está desempregado tem que manter uma procura activa de emprego e tem que se apresentar quinzenalmente como forma de provar que não fugiu do país ou não praticou algum crime. Oh, lá me enganei, esse regime é para quem tem problemas com a lei! Os desempregados só têm que se apresentar quinzenalmente, não têm que provar que fugiram do país, apenas provar que continuam à procura de emprego. Mas, não era sobre isso que queria falar, embora houvesse muito para dizer. Mas por agora não temos tempo (já dizia o grande Herman José)!
A história que vos quero contar tem a ver com uma oferta de emprego que o Instituto de Emprego e Formação Profissional me enviou. Recebi, então, em casa uma carta a pedir que me apresentasse na empresa "X", nos dias seguintes. Assim fiz. Procurei a empresa na net e nada. Procurei as indicações no Google sobre como lá chegar e nada. Então parti à aventura! E que aventura (se fosse religiosa, agora diria "Meu Deus"!)!
Então foi assim: Cheguei à localidade e perguntei pela rua. Fiquei a saber que era uma rua que estava dividida pelas duas freguesias. Isso só por si já é engraçado. Chegada à rua não encontrei a empresa nem o número de porta que vinha indicado na carta do IEFP. E agora? O que fazer? Perguntam vocês, e bem!
Chegada a esta fase, e depois de ter contactado com vários populares (houve até uma senhora que percorreu a rua comigo para encontrar aquela empresa), decidi ligar a quem não me poderia falhar: um ex-presidente da Junta daquela freguesia. Se havia alguém que me podia ajudar seria ele. Quem conhece melhor a freguesia que um seu autarca? Pelo menos é assim que eu penso. Então lá fiz a ligação e eis senão quando a resposta me surpreende: "Oh LS, esse senhor (o contacto da empresa) não tem nenhuma empresa! Ele é funcionário de outra firma e, que eu saiba, não abriu nenhuma empresa! Mas o lugar que procuras é uma casa de habitação e, pela indicação que me dás, estás em frente a ela!". Esta foi a resposta que obtive...
Moral da história: Eu fui em busca de um emprego de escriturária. Cheguei ao local indicado pelo IEFP e era uma casa de habitação (mas mais parecia uma casa desabitada) onde ninguém me abriu a porta. Fiquei a saber que o contacto que o IEFP me indicou afinal é de um particular que não tem empresa nenhuma e que quer, afinal, uma empregada de limpeza. Depois de tudo isto fiz uma exposição ao IEFP e devo dizer que ficaram estupefactos com a situação.
Resultado final: Continuo desocupada!
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